MISSÃO | a hora de dizer aDeus

Missa da Benção das Pastas

“Foi a semana mais desafiante da minha vida, desde que tenho memória. em todos os aspetos possíveis.

agitaram-se as marés e verti rios.

fui caos, viagem, introspecção, erro, choro, saudade e gratidão - acima de tudo gratidão. vivi-a de forma agridoce. vivi-a com muita esperança.

vivi-a anestesiada pela nostalgia.

esta foi a semana que mais dúvidas me trouxe. sobre tudo e sobre nada.

questionei a minha intensidade, a minha personalidade, a minha perseverança, os meus quereres e a minha prontidão. questionei para onde queria ir, sem nunca duvidar de onde vim. questionei abraços e despedidas.

- logo eu que odeio despedidas. e doeu.

ver a minha gente sair de mansinho de uma cidade que foi (é) lar, que foi palco das nossas melhores memórias e conversas, melhores cafés no pio, melhores jantares em casa da joana.

e doeu muito. dói muito esta saudade que mata e cura.

porque sou uma romântica incurável e esperarei sempre que voltem. para mim, para a bila. porque nunca os quis pouco. porque não consigo ser assim.


às ruas que percorri e que trago tatuadas na memória e coração, o maior dos obrigadas pelas caminhadas de auto-avaliação. reconheço-me em todas elas. descobri-me imensa. às capas negras de saudade que vejo partir, não há forma de agradecer de forma justa. um obrigada jamais pagaria esta certeza que trago comigo.

a mia que escreve isto agora, a chorar por acasos da vida e misto de emoções, ainda sem saber ao certo o que foi tudo isto tem a certeza de que a caloira pinceza leonina estaria orgulhosa destes 3 anos que passaram a correr.

logo eu que nem gosto de correr.”



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